Arquivo do dia: 05/04/2013

Mil -folhas de creme da Confeitaria Colombo

 

 

Receita muito gostosa!!! Original!mil folhas

Receita da Confeitaria Colombo. Os ingredientes listados seguem a ordem de uso.

INGREDIENTES

1/2kg farinha de trigo peneirada
1 pitada sal
250ml água
150g margarina para folhados
150g manteiga sem sal
100g açúcar cristal para polvilhar
1l leite
50g manteiga sem sal
8 unidades gemas peneiradas
180g açúcar
1 unidade fava de baunilha (ou 1 colher de chá de extrato de baunilha)
80g farinha de trigo
20g amido de milho
50g açúcar impalpável para polvilhar

MODO DE PREPARO

Para a massa folhada:

– Coloque a farinha de trigo numa tigela. Junte o sal e a água. Trabalhe a massa com as mãos até formar uma bola. Deixe descansar por cerca de meia hora, coberta com um plástico.

– Misture a margarina e a manteiga e amasse até a mistura ficar com uma consistência de pomada.

– Abra com um rolo próprio até formar um retângulo de cerca de 0,5 cm de espessura.

– Com a ajuda de uma espátula ou com as costas de uma colher, espalhe a mistura de manteiga e margarina por toda a massa. Dobre a massa em três como se fosse um envelope. Deixe na geladeira por cerca de 10 minutos.

– Abra novamente a massa e repita o mesmo processo, espalhando mais ¹⁄3 da mistura de manteiga. Deixe a massa descansar novamente.

– Abra a massa mais uma vez e espalhe o último ¹⁄3 da mistura.

– Polvilhe a massa com o açúcar cristal. Passe o rolo por cima apenas para fixar o açúcar na massa.

– Corte a massa em retângulos de 5cm de largura e 20cm de comprimento.

– Coloque os retângulos de massa sobre uma assadeira ligeiramente umedecida.

– Cubra com uma outra assadeira leve e asse por dez minutos com o forno a 180 graus. Retire a assadeira de cima e asse por mais 10 minutos ou até a massa ficar bem dourada e crocante. Deixe esfriar.

Para o creme de confeiteiro:

– Em uma panela, acrescente o leite e a fava de baunilha aberta ao meio. Leve ao fogo.

– Paralelamente, misture as gemas, a farinha de trigo, o amido e o açúcar e bata bem até formar um creme espumoso e esbranquiçado.

– Quando o leite levantar fervura, retire a fava de baunilha e junte metade do leite fervente ao creme de gemas, misture bem.

– Volte a panela com o restante do leite ao fogo e deixe ferver novamente, acrescente o creme e misture bem.

– Deixe o creme ferver por cerca de 3 minutos, mexendo sempre. Retire do fogo, adicione a manteiga e misture até ela se dissolver por completo.

– Coloque o creme em uma vasilha rasa e cubra com filme plástico totalmente aderido à superfície do creme. Isto evita a formação de uma película seca sobre o creme. Reserve e mantenha na geladeira até o momento de usar.

Para a montagem:

– Coloque um retângulo de massa sobre a bancada. Acrescente um pouco do creme por cima, cubra com outra massa e repita o procedimento com o recheio, cobrindo com a terceira massa.

– Peneire o açúcar de confeiteiro por cima e, com a ajuda de uma faca de serra, corte a massa em quadrados de 5 cm de lado.

Fonte: Folha de São Paulo

 

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Livro revê 120 anos da Confeitaria Colombo

Olha aí uma dica de livro sobre a famosa Confeitaria Colombo!

 

confeitaria colombo

 

O poeta Olavo Bilac pedia sempre o empanado de camarão. Já o escritor Machado de Assis preferia os salgadinhos folhados da Confeitaria Colombo, ponto de encontro da alta sociedade carioca no início do século 20.

Parte dessa história, incluindo algumas receitas centenárias, ganha um registro oficial no  livro “Confeitaria Colombo – Sabores de uma Cidade”, escrito pelo historiador Antonio Edmilson Martins Rodrigues e por Renato Freire, desde 2000 chef-executivo da cozinha do tradicional endereço no centro do Rio.

Com 200 imagens, a publicação combina de cenas de arquivo a registros recentes do cardápio feitos pelo fotógrafo Pepe Schettino.

A lista inclui pastel de nata, biscoitos casadinhos, camarão com chuchu e bacalhau crespo de baroa. São 20 receitas, algumas prestes a completar 120 anos, como o mil-folhas de creme.

mil folhas

Inaugurada em setembro de 1894 na rua Gonçalves Dias, a Colombo extrapolou o conceito de confeitaria.

No auge, o estabelecimento fundado pelo português Manuel Lebrão chegou a ter restaurante, mercado, fábrica de doce (onde se produzia a geleia de mocotó Colombo) e um serviço de “catering” que atendia com frequência as recepções do Itamaraty.

Frequentador assíduo, Olavo Bilac atraiu para o local seus colegas da Academia Brasileira de Letras.

Em pouco tempo, o lugar virou um ponto de encontro de intelectuais, políticos, empresários, artistas e demais personagens que circulavam por ali. Por lá passaram Lima Barreto, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

De acordo com os registros da confeitaria, Heitor Villa-Lobos chegou a estar entre os músicos que se apresentavam na casa em 1922.

O declínio veio com a transferência da capital para Brasília em 1960 e acentuou-se nas décadas seguintes.

“As receitas tradicionais foram esquecidas ao longo do tempo. Quando fui convidado para assumir a cozinha, procurei resgatar essas referências”, lembra Freire, há 13 anos na confeitaria.

A mudança começou em 1999, com a venda para os irmãos e empresários Maurício e Roberto Assis, que contrataram o chef Danio Braga para reorganizar a casa.

Freire ainda se lembra da primeira conversa com Danio no salão da Colombo: “A casa estava escura, vazia, os funcionários visivelmente desanimados”.

Atualmente, a Colombo serve em média 3.000 pessoas por dia em suas duas unidades. A segunda delas surgiu em 2003, no forte de Copacabana, onde as receitas de doces e salgados dos séculos passados são servidas com um diferencial deslumbrante: a vista das praias da zona sul da cidade.

 

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