Livro revê 120 anos da Confeitaria Colombo

Olha aí uma dica de livro sobre a famosa Confeitaria Colombo!

 

confeitaria colombo

 

O poeta Olavo Bilac pedia sempre o empanado de camarão. Já o escritor Machado de Assis preferia os salgadinhos folhados da Confeitaria Colombo, ponto de encontro da alta sociedade carioca no início do século 20.

Parte dessa história, incluindo algumas receitas centenárias, ganha um registro oficial no  livro “Confeitaria Colombo – Sabores de uma Cidade”, escrito pelo historiador Antonio Edmilson Martins Rodrigues e por Renato Freire, desde 2000 chef-executivo da cozinha do tradicional endereço no centro do Rio.

Com 200 imagens, a publicação combina de cenas de arquivo a registros recentes do cardápio feitos pelo fotógrafo Pepe Schettino.

A lista inclui pastel de nata, biscoitos casadinhos, camarão com chuchu e bacalhau crespo de baroa. São 20 receitas, algumas prestes a completar 120 anos, como o mil-folhas de creme.

mil folhas

Inaugurada em setembro de 1894 na rua Gonçalves Dias, a Colombo extrapolou o conceito de confeitaria.

No auge, o estabelecimento fundado pelo português Manuel Lebrão chegou a ter restaurante, mercado, fábrica de doce (onde se produzia a geleia de mocotó Colombo) e um serviço de “catering” que atendia com frequência as recepções do Itamaraty.

Frequentador assíduo, Olavo Bilac atraiu para o local seus colegas da Academia Brasileira de Letras.

Em pouco tempo, o lugar virou um ponto de encontro de intelectuais, políticos, empresários, artistas e demais personagens que circulavam por ali. Por lá passaram Lima Barreto, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

De acordo com os registros da confeitaria, Heitor Villa-Lobos chegou a estar entre os músicos que se apresentavam na casa em 1922.

O declínio veio com a transferência da capital para Brasília em 1960 e acentuou-se nas décadas seguintes.

“As receitas tradicionais foram esquecidas ao longo do tempo. Quando fui convidado para assumir a cozinha, procurei resgatar essas referências”, lembra Freire, há 13 anos na confeitaria.

A mudança começou em 1999, com a venda para os irmãos e empresários Maurício e Roberto Assis, que contrataram o chef Danio Braga para reorganizar a casa.

Freire ainda se lembra da primeira conversa com Danio no salão da Colombo: “A casa estava escura, vazia, os funcionários visivelmente desanimados”.

Atualmente, a Colombo serve em média 3.000 pessoas por dia em suas duas unidades. A segunda delas surgiu em 2003, no forte de Copacabana, onde as receitas de doces e salgados dos séculos passados são servidas com um diferencial deslumbrante: a vista das praias da zona sul da cidade.

 

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